O Que é o Reino de Deus?

Quando falamos que precisamos de fundamentos bem estabelecidos, entendemos como diz a Bíblia:

“Põe-te marcos, faze postes que te guiem; dirige a tua atenção à estrada, ao caminho pelo qual foste”. (Jeremias 31:21).

“Assim diz o Senhor: ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas”. (Jeremias 6:16).

Uma vida sem fundamentos é uma vida sem direção e sem rumo, logo não poderá construir nada que seja positivo e duradouro. Ora, a Escritura declara de modo bem claro a todos nós o seguinte:

“Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor”. (Filipenses 4:5).

“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. (2ª Timóteo 2:15).

“Retendo firme a palavra fiel, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para exortar na sã doutrina como para convencer os contradizentes”. (Tito 1:9).

Eis aqui uma explicação bem simples da razão de precisarmos de fundamentos bem esclarecidos e devidamente harmonizados com a Palavra de Deus. Não devemos ser fanáticos, mas devemos ser moderados em tudo, porém, moderação não é sinônimo de relaxamento de valores espirituais e princípios de vida.

Em nosso caso, todas as nossas ações e questões, quer seja no ofício como Professor, Pastor ou Naturologista Clínico; estão fundamentadas em alguns princípios que nascem numa compreensão da vida que está subordinada ao Evangelho do Reino de Deus. Este “Reino de Deus” não é, de forma alguma parte de qualquer dúvida. É claro em nossa mente!

O que é este Reino que é sempre conectado com o Evangelho?

A resposta é direta e conclusiva na Bíblia Sagrada! Está escrito:

“Porque não me envergonho do Evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu e também do grego. Porque no Evangelho é revelada, de fé em fé, a Justiça de Deus, como está escrito: mas o justo viverá da fé.” (Romanos 1:16-17).

Assim, sem qualquer constrangimento, sem vergonha de declarar a grandeza de Deus manifesta no Evangelho, passamos a expor nossa compreensão acerca da matéria!

O Reino de Deus é exatamente o que o texto está dizendo que é e mais ainda, também é:

  1. Uma pregação de questões espirituais. No exemplo de Paulo vemos que é objetivamente isto: “E agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o reino de Deus, não vereis mais o meu rosto.” (Atos 20:25).
  2. Uma persuasão com base na Lei de Moisés e nos profetas. No exemplo de Paulo assim: “E, havendo-lhe eles assinalado um dia, muitos foram ter com ele à pousada, aos quais declarava com bom testemunho o reino de Deus, e procurava persuadi-los à fé em Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas, desde a manhã até à tarde.” (Atos 28:23).
  3. Pregação das coisas pertencentes a Jesus Cristo: “Pregando o reino de Deus, e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.” (Atos 28:31).
  4. O Reino de Deus é exatamente o seguinte:

4.1. “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” (Romanos 14:17).

4.2. “Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder.” (1ª Coríntios 4:20). “Mas, se Eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, logo é chegado a vós o Reino de Deus.” (Mateus 12:28).

4.3. É uma estrutura psíquica, de ética, vivências e valores onde não há negociação com o mal que é assim claramente definido: “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de DeusNão erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” (1ª Coríntios 6:9-10). “Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.” (Gálatas 5:21). “Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus”. (Efésios 5:5). 

4.4. É um Reino de perfeita Justiça e Equidade: “Mas, do Filho, diz: Ó Deuso Teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do Teu Reino. (Hebreus 1:8). Um Reino que não pode ser abalado de forma alguma: “Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade”. (Hebreus 12:28).

4.5. Um Reino prioritariamente destinado aos “pobres”: “Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam?” (Tiago 2:5). E-nos dito que “os ricos dificilmente entram neste Reino”, basta verificar em: Lucas 18:24-25; Marcos 10:24-25 e Mateus 19:24.

Mas, de tudo que podemos saber sobre o Reino de Deus, em parábolas e reflexões, provavelmente o ponto mais importante é que:

“E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O Reino de Deus não vem com aparência exteriorNem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o Reino de Deus está entre vós.” (Lucas 17:20-21).

Por esta última passagem, conectada em comparação cuidadosa com todas as outras que acabamos de apresentar, fica absolutamente claro o que é o Reino de Deus que “devemos buscar antes de toda e qualquer coisa, seja ela qual for” (Mateus 6:33-34).

O Reino de Deus é uma “estrutura espiritual” em que o sujeito se chega de modo humilde e encontra a revelação profundadas coisas de Deus.

“E traziam-lhe meninos para que lhes tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que lhos traziam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele.” (Marcos 10:13-15).

Está escrito:

“Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus!” (Mateus 5:3).

Deus nos ajude!

Prof. Dr. Pr. Jean Alves Cabral

http://pastorjean.com.br

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