Ignorantes Sobre Política e Sobre o Resto?

Há quatro pilares que definem uma Civilização.

Eles não estão sob o controle de uma pessoa, mas funcionam como uma imposição coletiva determinada desde a Torre de Babel.

(1ª) Linguagem – que envolve todo o “imaginário” psíquico de uma determina Sociedade. A língua é coisa tão definitiva e absoluta que a separação das Nações se dá exatamente pela confusão dos idiomas determinada por Deus. Disto surgem todas as maneiras de “dizer” (linguística), com estilos diferenciados (estilística), associados às experiências dos ancestrais com esta base (história) e a expressão artística (artes). No campo das artes, uma Sociedade se impõe através de diversos mecanismos: literatura, teatro, escultura, arquitetura, música, etc.

(2ª) Religião – que envolve, com a sustentabilidade da linguagem, todos os valores morais que uma determinada Sociedade preserva como sua base de conduta (Ética) e com base em sua lógica para este comportamento (Moral). Porém, esta dimensão abre uma abordagem intuitiva de concepções de ser e de significados para a existência (Ontologia e Mística), compondo em sua plataforma de definições e lógicas codificadas uma ‘Filosofia’ e uma “Teologia”.

(3ª) Família – que envolve as conexões emocionais e de convivência mais relevantes. A mãe e o pai ocupam papel prioritário no equilíbrio de todo ser humano até o 2º septênio. Mas, os demais familiares e as heranças genética, educativa, de linguagem e religiosas – dos pontos anteriores – se somatizam para criar o “EU” do indivíduo que vai seguir adiante conforme lhe permitir a realidade da vida em termos de maturação do temperamento pessoal, da capacidade intuitiva, da organização mental dos valores afetos, bem como das memórias que são construídas no processo.

(4ª) Política – que envolve a atuação dos representantes deste arcabouço estruturado civilizacional e que devem estruturar marcos regulatórios e leis que mantém o equilíbrio e a preservação da referida Civilização. Basta pegar as grandes tradições (Índia, China, Japão, Israel, etc.) e verificar que estes componentes anteriores estão nelas e independentemente de terem “território físico” ou não, há um “elo de conexão” – e este elo é o conjunto político (noção de povo, Estado e Nação) calçado em linguagem, religião, família e uma representação unificadora vista normalmente na política.

Tem gente que não sabe nada sobre isto (que é do campo da Antropologia) e pensa que sabe alguma coisa sobre detalhes específicos referentes à política!

Mas, ela “é apenas” um item neste quadro de 4 pontos estruturantes essenciais!

Não me refiro aos analfabetos funcionais que não entendem nada do que estou escrevendo aqui, nem dos que são militantes desta ou daquela corrente porque estão cegados pela emocionalidade de suas conexões, nem tampouco me refiro àquele que sabe que está errado, mas depende de um emprego e fica defendendo o erro porque precisa comer e beber – não é disto que trato aqui e sim, da dificuldade que há em se colocar fora da caixa (abstração psíquica) e verificar estas coisas e retornar à vida normal mandando o erro pro quinto-dos-infernos e sendo autêntico consigo mesmo, antes de pretender imergir em um “coletivo político ou ideológico” que, na verdade, na hora em que estamos com dificuldades reais de dinheiro ou desempregados, ou mesmo com uma doença séria, ou próximos do Vale da Sombra da Morte – somem, como hipócritas e “amorfos” que sempre foram.

Prof. Dr. Pr. Jean Alves Cabral

http://pastorjean.com.br

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